O desafio, sem maquiagem
Hoje não temos liderança técnica. Isso significa que:
- Boa parte das regras de negócio está na cabeça das pessoas, não escrita
- A migração para microsserviços está em andamento e precisa de um dono do lado de dentro
- Temos gente forte tecnicamente que ainda não domina o produto, e gente que domina o produto e precisa evoluir tecnicamente
Você não vai chegar para manter algo que já roda sozinho. Vai chegar para construir a estrutura técnica que a empresa ainda não tem — e a primeira coisa que vai fazer é tirar conhecimento de dentro das cabeças e colocar em lugar que todo mundo alcance.
Se isso soa como problema, a vaga não é para você. Se soa como oportunidade, continue lendo.
O que você vai fazer
- Ser a referência técnica final: arquitetura, padrões, dívida técnica, o que entra e o que não entra em produção
- Conduzir a migração para microsserviços junto ao time, definindo contratos entre serviços e sequência de entrega
- Fazer code review de verdade — apontar risco, recusar merge, explicar o porquê
- Desenvolver as pessoas: 1:1, pareamento, feedback direto, plano de evolução individual
- Documentar e distribuir o conhecimento de negócio que hoje está concentrado
- Trabalhar lado a lado com Produto: você decide o como, o PM decide o o quê, e vocês negociam o quando
- Estabelecer o básico que ainda falta: observabilidade, padrão de teste, processo de deploy, resposta a incidente
Nossa stack
Backend: Python · Go · NestJS
Frontend: Next.js
Infra: AWS Lambda, caminhando para microsserviços
Dados: PostgreSQL (relacional) e DynamoDB (não relacional)
Você não precisa dominar tudo. Precisa ter profundidade real em pelo menos duas dessas frentes e conseguir tomar decisão informada sobre as demais.
O que buscamos
Técnico
- Experiência conduzindo arquitetura distribuída na prática — não só no diagrama
- Ter participado de pelo menos uma migração de monolito para serviços, sabendo o que deu errado nela
- AWS com propriedade: Lambda, filas, API Gateway, custo e desempenho
- Modelagem de dados relacional e não relacional, sabendo quando cada uma serve
- Observabilidade e resposta a incidente como hábito, não como projeto futuro
- Segurança aplicada: gestão de segredos, controle de acesso, idempotência, auditoria
De liderança — pesa tanto quanto o técnico
- Já ter liderado time, com responsabilidade sobre pessoas e não só sobre entrega
- Saber dar feedback difícil sem quebrar a relação
- Desenvolver gente em níveis diferentes ao mesmo tempo
- Preferir ensinar a fazer sozinho
- Dizer não para prazo irreal sem virar obstáculo
Comportamental — o que mais importa aqui
- Proatividade real. Ambiente sem estrutura pronta: quem espera direção clara para agir vai travar. Quem enxerga o problema e começa a resolver antes de ser pedido vai prosperar.
- Aguentar ambiguidade sem paralisar
- Se comunicar bem com quem não é técnico
Diferenciais
- Vivência em fintech ou meios de pagamento
- Conhecimento de regra de negócio de checkout: autorização, captura, liquidação, estorno, chargeback, split
- Ter trabalhado em subadquirente, adquirente, gateway ou PSP
- Familiaridade com o ambiente regulatório do Banco Central para instituições de pagamento
- Ter atuado em empresa em estágio inicial, sem processo pronto
Formato e benefícios
- Híbrido 4x presencial em Belo Horizonte — não é remoto
- CLT
- Vale alimentação R$ 1.000
- Auxílio combustível até R$ 300
- Plano de saúde Amil com coparticipação
- Benefícios via Caju